Embarquei no dia 24 de fevereiro, conforme estava previsto. Já se falava do coronavírus, mas não havia nada de concreto. Quando cheguei ao aeroporto, vi alguns jovens de máscara; eram muito poucos, mas já se estavam a prevenir.
Cheguei a Toronto e quem me foi buscar ao aeroporto foi a Maria, amiga da Susy, e o Sérgio. Lá fomos; cheguei à casa da Susy e do Sérgio e tive uma bela recepção. Estavam as amigas da Susy a lanchar, gostei imenso. A Susy sabe sempre receber e tem uma capacidade de organização incrível.
Mais uma adaptação: a Mila tem 18 meses, está bastante crescida. Apesar de ser pequenina, tem um desenvolvimento cognitivo muito elevado. Ela estranhou, como é natural, a presença de uma pessoa estranha em casa. Como o Sérgio tinha que começar a trabalhar no dia 1 de março, eu fui um pouco mais cedo para que a Mila ficasse mais familiarizada comigo.
No dia 1 de março, começam as notícias sobre o coronavírus, mas nada de relevante. Entretanto, no dia 7 ou 8 de março, tivemos que fazer a mudança para Mississauga. A Susy e o Sérgio iam levando coisas para lá; foi o berço, a casa já tinha eletrodomésticos, e depois fui eu e a Mila e ficamos lá o dia todo, mas tudo correu normalmente.
Passada uma semana, as escolas encerram em Toronto. A Susy veio para casa para dar aulas online. Aí percebi que teria que tomar uma decisão. As notícias eram de que o Canadá iria fechar fronteiras e faria única e exclusivamente voos de repatriamento para todos os cidadãos que se encontrassem fora. Vendo esta situação, decidi comprar um bilhete de regresso no dia anterior e regressei a Portugal, com os cuidados normais para o momento: máscara, desinfetante, etc.
O aeroporto estava vazio, quase ninguém a circular, toda a gente de máscara, algo surreal. Apanhei o voo da noite e cheguei a Portugal às 10h30. Quando cheguei a Portugal, vi que havia muita gente, mas mesmo muita gente; muitos com máscara, outros sem. Enfim, não havia controle de entrada... E assim começou o ano de 2020.
Sem comentários:
Enviar um comentário