segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
Restaurante etíope
Servem em travessas enormes conforme a foto abaixo, depois da refeição há um ritual com o café, passa uma mulher com o café em grão, depois traz um recipiente onde ele está a torrar, fica aquele aroma de café torrado no ar e depois este é feito na presença do cliente e servido é um ritual interessante, adorei.
A seguir ao jantar fomos ao centro ver a cidade toda enfeitada com os artefactos de Natal o contraste com a neve e o brilho das luzes vermelhas e brancas dão um aspeto lindo à cidade.
Os dias que estive em Toronto foram magnificos, a Susy e o Sergio fizeram com que eu jamais esqueça estas belissimas férias, passeamos imenso, desde a minha chegada até à partida foram dias super preenchidos, jamais podei agradecer a tudo quanto fizeram por mim.
Chegada a Toronto já tinham um jantarinho maravilhoso para mim, sopa de abóbora magnifica quentinha com o frio lá fora foi super reconfortante.
Um prato principal que consistiu em carne e batatas assadas no forno acompanhada de salada que estava soberbo e claro uma boa sobremesa para terminar a noite, infelizmente o meu inglês é básico e eu e a Susy comunicamos pouco só quereo é que o meu filhote e a Susy sejam felizes, sobretudo agora que vem mais uma menina para a nossa familia, o Sérgio é um rapaz bom e dedicado, é um pouco trapalhao mas tem tanta doçura dentro dele que esse pequeno defeito é perfeitamente ultrapassado.
domingo, 24 de dezembro de 2017
De novo em Toronto
Cheguei a Toronto a minha princesa e o meu príncipe estavam a minha espera, é tão bom chegar a um país desconhecido e ter alguém a nossa espera e mesmo bom sentimos que estamos em casa
A andrelina é uma pessoa super simpática para além de ser uma pessoa dotada de imensa criatividade faz artesanato e escreve poesia já tem dois livros editados com poemas simples e reais durante o tempo que estivemos a espera do avião leu me imensos poemas dedicados a cidade de Setúbal.
Dia 6 dê janeiro voltamos a estar juntas uma vê que vamos no mesmo voo, para além da andrelina conheci também um senhor que já viveu no Canadá, foi agradável estarmos todos juntos e irmos de novo todos juntos para Portugal
domingo, 15 de outubro de 2017
Sanzalangola
Creio que não estou longe da verdade, não me lembro do ano, era muito kandengue, tu lembras-te. E bebendo mais um copo...vamos então para este enorme Ondjango, e continuar as nossas histórias até o sono chegar... as palavras soltam-se e começam a fluir, já deste o mote e na sequência desse mote vou lembrar-me do Valdemar Bastos, quando o conheci como musico ele ainda era kandengue, a viola que ele tocava era maior que ele. Achei um pouco estranho aquele Kandengue andar já de viola grande na mão, coisa pouco comum naquela época e então foi assim... Numa passagem de ano o Mambroa, organizou um baile, é claro que tínha que haver um conjunto e Nova Lisboa naquela altura não tinha assim muitos e os que havia já estavam comprometidos com outros Clubes, tiveram que se socorrer de uns miúdos que tinham pedido um espaço no pavilhão para começarem a dar os primeiros toques na musica. Os miúdos eram Valdemar Bastos (Viola Solo), Lúcio, irmão dele que era (Viola Baixo), Zé Amado (Viola Ritmo) Tonito (Teclas) Zé Fotografo (Bateria) e o Liocha (Vocalista) que deram uma lição em que quando se quer fazer algo e se tem o dom faz-se mesmo e sai bem e foi realmente o que aconteceu. Nessa passagem de ano organizada pelo Mambroa (Benfica do Huambo) estes rapazes com grande empenho conseguiram fazer com que a o baile fosse um espectáculo memorável, tocaram bem, foi uma noite bem bonita, eu era kandengue na altura mas apreciei muito a forma como eles actuaram e olhando a esta distância no tempo, olho e vejo-os a todos no palco improvisado lá no Pavilhão com os seus instrumentos a tocarem as musicas que nos deliciavam a dançar... Durante um período e ainda bastante grande eles actuaram no Mambroa que promovia matinés dançantes ao domingo, o pavilhão enchia-se de rapazes e raparigas, que se divertiam e dançavam ao som do conjunto SO4H2, foram bons momentos que ali passei, pela alegria, pelo convívio por tanta coisa.... O Zé Fotografo a cantar Summertime, com aquela voz bonita que ele tinha, quando introduzia aqueles toques de bateria, era mesmo um castiço, o Lúcio com o ar dele muito sério não se ria, o Liocha esse cantava bem, qualquer musica na voz dele era linda tinha esse don, o Tonito era o teclas desenvolvia muito bem o talento que tinha nas teclas do seu orgão, posteriormente continuou mas gostava mais de tocar a sua guitarra a solo, o Zé Amado era um espectáculo a tocar ritmo, era rir com ele quando improvisava os seus acordes, Valdemar o mais novo de todos pois só tinha 13 anos sentia-se um pequeno rei no meio daquele grupo todo a tocar os seus lindos solos Venho aqui recordá-los com saudades dos momentos bonitos que me proporcionaram naquela época em que eu era apenas uma adolescente. Gostei de estar aqui um pedacinho a recordar um período bonito da nossa juventude, se não falasses do Valdemar Bastos, não me lembrava desta história... terei outras mas fica para mais tarde...
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
Aprendendo a ler
Ontem à noite disse:
Avó senta-te aí que hoje vou contar eu a história e assim foi
Pegou num livrinho a pouco a pouco foi lendo, é um mundo novo que se abre para ela,
Deus a abençoe sempre que dá mais um passo para o saber e o seu desenvolvimento.
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
A Escola e o primeiro dia de aulas a sério
Hoje a minha princesa começa mais uma etapa da vida dela, entra para o primeiro ano, a aprendizagem da vida começa agora.
Ainda cheia de sono com uma mochila quase maior que ela, toda arranjadinha disse que queria ir a pé, o pai foi leva-la.
Arranjamos o estojo dos lápis, canetas borrachas etiquetando tudo com o nome dela,
À minha princesa quero que a vida lhe sorria sempre, que o percurso seja feito com alegria de aprender a ler e a descobrir um novo mundo.
terça-feira, 6 de setembro de 2016
O Avô Miguel
O Homem que Abriu a Porta
No Bairro de São Pedro, em Nova Lisboa, onde as manhãs acordavam com o apito distante dos Caminhos-de-Ferro de Benguela, vivia um homem que parecia feito de outra matéria — mais leve, mais luminosa, mais humana. Chamava-se Miguel. Eu conheci-o quando ainda era criança, mas foi suficiente para perceber que havia algo nele que não se explica, apenas se sente: uma espécie de bondade que não precisava de palavras para se fazer notar.
Diziam que tinha sido educado num colégio de padres, em Malanje, e talvez fosse de lá que lhe vinha aquele porte sereno de quem conhece o silêncio e o respeito. Casou com a avó Lurdes depois de um namoro demorado, daqueles que crescem devagar, como mangueiras teimosas que procuram o sol até o encontrarem.
A avó Lurdes chegou a Nova Lisboa vinda de Teixeira de Sousa, com o coração cansado da separação do seu primeiro marido, António Santos. Aproximou-se da minha família como quem procura porto, e eu, com a minha tenra idade, tornei-me a sua escriba. Lia-lhe as cartas que vinham de todas as partes de Angola e ajudava-a a responder às que lhe pediam notícias, conselhos ou apenas lembranças.
Mais tarde chegaram as netas, Bela e Nela, e o filho Manuel Jacaré, vindos do Leste. A casa ganhou novos sons: risos de meninas, passos apressados, conversas longas ao final da tarde. O Manuel encontrou uma mulher e mudou-se para outra casa ali perto, levando consigo o pai, o antigo marido da avó Lurdes, cuja vida em Teixeira de Sousa já não lhe oferecia chão nem futuro. Abriram juntos um pequeno negócio e, entre altos e baixos, foram vivendo.
Até que, um dia, algo se quebrou. Nunca soube ao certo o quê. Talvez palavras mal ditas, zangas acumuladas, cansaços que não se confessam. Sei apenas que o avô António Santos, magoado e doente, abandonou a casa do filho e vagueou sem destino por alguns dias, como quem procura uma porta que já não sabe onde existe.
Encontrou-a, por fim, onde menos se esperava: na casa da ex-mulher.
Quando ele apareceu, frágil, quase um vulto do homem que fora, ninguém imaginou qual seria a reação do casal. A vizinhança preparou-se para o escândalo, para o julgamento. Mas o avô Miguel, com a sua quieta grandeza, apenas abriu a porta e disse que sim — que ali havia lugar, que ninguém seria deixado ao abandono enquanto ele tivesse mãos para ajudar e coração para acolher.
A avó Lurdes, com a mesma firmeza silenciosa, concordou. E assim, contrariando murmúrios, maledicências e moralismos, os dois acolheram o homem que um dia fizera parte da vida dela. Não por romance perdido, não por nostalgia, mas por algo infinitamente maior: humanidade.
O avô António Santos viveu ali o resto dos seus dias. Entre cuidados, pequenas rotinas, o carinho das netas e a dignidade que só quem é verdadeiramente bom sabe oferecer. Morreu amparado, e não sozinho — e talvez isso tenha sido o último gesto de justiça que a vida lhe concedeu.
Hoje, quando penso no avô Miguel, vejo-o ainda na porta daquela casa simples de Nova Lisboa, com o sol do fim da tarde refletido na camisa de trabalho. Um homem calmo, sem grandes discursos, mas com gestos que ficaram gravados na memória como se fossem páginas de um livro que nunca terminei de ler.
E percebo, agora adulta, aquilo que apenas intuía em criança:
há pessoas que não vivem para serem admiradas.
Vivem para ensinar — com exemplos.
Vivem para abrir portas.
sexta-feira, 5 de agosto de 2016
Marrakeche o outro olhar
Hoje dia 4 de marco de 2016 estou em Marrakech uma cidade de Marrocos, vim parar no coracao da medina onde tudo acontece aqui do terraco da riad oiço os sons que vem da praca mais famosa do mundo e em simultaneo oiço o som dos passarinhos que esvoaçam por aqui.
Um ambiente único é assim que vejo e olho tudo ao meu redor
Andar pelas ruas e becos desta cidade e uma autêntica aventura no meio de motos bicicletas e carros é de fato viver noutra dimensão.
O do lado dos mais pobres o povo convive nas esplanadas com o seu velhinho chá de menta e uns carapaus fritos colocados em pires, ficam ali horas a fio a conversar e a negociar, interessante este forma de convivência do povo marroquino.
Nas lojinhas que são uns pequenos cubículos onde vendem tudo e embrulha-se no papel, desde pão que é de boa qualidade às verduras, carne, peixe os vendedores de todas as especiarias, pão, fruta, verduras que levam tudo nas carroças e andam pela Medina a vender, o leite também é vendido ao copo no meio da rua, há um cem números de coisas, que nos faz lembrar a pré história isto tudo na Medina, onde existem os muros, dentro dos muros encontramos os labirintos e ruelas, andei por quase todas, aliás a cidade é muitas vezes denominada “a cidade dos muros”,
O cheiro do Haxixe é algo familiar faz parte da vida daquele povo, os mais jovens procuram sempre uma maneira de tentar arranjar dinheiro através de alguma venda ou troca, a carne é muito cara pelo que a base da alimentação é o peixe, nos mercados onde o cheiro das verduras convive com o das especiarias é algo a não perder.
Existem hipermercados mas são apenas frequentados pela classe alta e muitos turistas e residentes franceses.
O Movimento na praça mais famosa do mundo começa por volta das 16H00 e vai até altas horas da noite em cada cantinho existe algo de novo, músicos por todo o lado, enfim a alegria dos marroquinos é contagiante.