quinta-feira, 15 de setembro de 2016
A Escola e o primeiro dia de aulas a sério
Hoje a minha princesa começa mais uma etapa da vida dela, entra para o primeiro ano, a aprendizagem da vida começa agora.
Ainda cheia de sono com uma mochila quase maior que ela, toda arranjadinha disse que queria ir a pé, o pai foi leva-la.
Arranjamos o estojo dos lápis, canetas borrachas etiquetando tudo com o nome dela,
À minha princesa quero que a vida lhe sorria sempre, que o percurso seja feito com alegria de aprender a ler e a descobrir um novo mundo.
terça-feira, 6 de setembro de 2016
O Avô Miguel
O Homem que Abriu a Porta
No Bairro de São Pedro, em Nova Lisboa, onde as manhãs acordavam com o apito distante dos Caminhos-de-Ferro de Benguela, vivia um homem que parecia feito de outra matéria — mais leve, mais luminosa, mais humana. Chamava-se Miguel. Eu conheci-o quando ainda era criança, mas foi suficiente para perceber que havia algo nele que não se explica, apenas se sente: uma espécie de bondade que não precisava de palavras para se fazer notar.
Diziam que tinha sido educado num colégio de padres, em Malanje, e talvez fosse de lá que lhe vinha aquele porte sereno de quem conhece o silêncio e o respeito. Casou com a avó Lurdes depois de um namoro demorado, daqueles que crescem devagar, como mangueiras teimosas que procuram o sol até o encontrarem.
A avó Lurdes chegou a Nova Lisboa vinda de Teixeira de Sousa, com o coração cansado da separação do seu primeiro marido, António Santos. Aproximou-se da minha família como quem procura porto, e eu, com a minha tenra idade, tornei-me a sua escriba. Lia-lhe as cartas que vinham de todas as partes de Angola e ajudava-a a responder às que lhe pediam notícias, conselhos ou apenas lembranças.
Mais tarde chegaram as netas, Bela e Nela, e o filho Manuel Jacaré, vindos do Leste. A casa ganhou novos sons: risos de meninas, passos apressados, conversas longas ao final da tarde. O Manuel encontrou uma mulher e mudou-se para outra casa ali perto, levando consigo o pai, o antigo marido da avó Lurdes, cuja vida em Teixeira de Sousa já não lhe oferecia chão nem futuro. Abriram juntos um pequeno negócio e, entre altos e baixos, foram vivendo.
Até que, um dia, algo se quebrou. Nunca soube ao certo o quê. Talvez palavras mal ditas, zangas acumuladas, cansaços que não se confessam. Sei apenas que o avô António Santos, magoado e doente, abandonou a casa do filho e vagueou sem destino por alguns dias, como quem procura uma porta que já não sabe onde existe.
Encontrou-a, por fim, onde menos se esperava: na casa da ex-mulher.
Quando ele apareceu, frágil, quase um vulto do homem que fora, ninguém imaginou qual seria a reação do casal. A vizinhança preparou-se para o escândalo, para o julgamento. Mas o avô Miguel, com a sua quieta grandeza, apenas abriu a porta e disse que sim — que ali havia lugar, que ninguém seria deixado ao abandono enquanto ele tivesse mãos para ajudar e coração para acolher.
A avó Lurdes, com a mesma firmeza silenciosa, concordou. E assim, contrariando murmúrios, maledicências e moralismos, os dois acolheram o homem que um dia fizera parte da vida dela. Não por romance perdido, não por nostalgia, mas por algo infinitamente maior: humanidade.
O avô António Santos viveu ali o resto dos seus dias. Entre cuidados, pequenas rotinas, o carinho das netas e a dignidade que só quem é verdadeiramente bom sabe oferecer. Morreu amparado, e não sozinho — e talvez isso tenha sido o último gesto de justiça que a vida lhe concedeu.
Hoje, quando penso no avô Miguel, vejo-o ainda na porta daquela casa simples de Nova Lisboa, com o sol do fim da tarde refletido na camisa de trabalho. Um homem calmo, sem grandes discursos, mas com gestos que ficaram gravados na memória como se fossem páginas de um livro que nunca terminei de ler.
E percebo, agora adulta, aquilo que apenas intuía em criança:
há pessoas que não vivem para serem admiradas.
Vivem para ensinar — com exemplos.
Vivem para abrir portas.
sexta-feira, 5 de agosto de 2016
Marrakeche o outro olhar
Hoje dia 4 de marco de 2016 estou em Marrakech uma cidade de Marrocos, vim parar no coracao da medina onde tudo acontece aqui do terraco da riad oiço os sons que vem da praca mais famosa do mundo e em simultaneo oiço o som dos passarinhos que esvoaçam por aqui.
Um ambiente único é assim que vejo e olho tudo ao meu redor
Andar pelas ruas e becos desta cidade e uma autêntica aventura no meio de motos bicicletas e carros é de fato viver noutra dimensão.
O do lado dos mais pobres o povo convive nas esplanadas com o seu velhinho chá de menta e uns carapaus fritos colocados em pires, ficam ali horas a fio a conversar e a negociar, interessante este forma de convivência do povo marroquino.
Nas lojinhas que são uns pequenos cubículos onde vendem tudo e embrulha-se no papel, desde pão que é de boa qualidade às verduras, carne, peixe os vendedores de todas as especiarias, pão, fruta, verduras que levam tudo nas carroças e andam pela Medina a vender, o leite também é vendido ao copo no meio da rua, há um cem números de coisas, que nos faz lembrar a pré história isto tudo na Medina, onde existem os muros, dentro dos muros encontramos os labirintos e ruelas, andei por quase todas, aliás a cidade é muitas vezes denominada “a cidade dos muros”,
O cheiro do Haxixe é algo familiar faz parte da vida daquele povo, os mais jovens procuram sempre uma maneira de tentar arranjar dinheiro através de alguma venda ou troca, a carne é muito cara pelo que a base da alimentação é o peixe, nos mercados onde o cheiro das verduras convive com o das especiarias é algo a não perder.
Existem hipermercados mas são apenas frequentados pela classe alta e muitos turistas e residentes franceses.
O Movimento na praça mais famosa do mundo começa por volta das 16H00 e vai até altas horas da noite em cada cantinho existe algo de novo, músicos por todo o lado, enfim a alegria dos marroquinos é contagiante.
segunda-feira, 18 de julho de 2016
Pic nic
Ela aceitou entramos no supermercado compramos sumos e folhados de queijo e fiambre, uns croissants pequeninos recheados de chocolate e estava pronto o farnel para o mini pic nic, procuramos um sitio simpático onde pudéssemos comer e senta-mo-nos numa mesa que existia no parque e aquela hora estava vazia, comemos o que tínhamos comprado, e ficamos na conversa, numa mesa mais ao fundo estava um senhor sentado com os olhos postos em nós, a Iris com o sentido de observação que tem chamou-me a atenção.
- Avó aquele senhor está a olhar muito para nós, será que nos vai fazer alguma coisa,?
....olhei na direção do homem e ele continuou a olhar para nós, e nós acabamos por comer mais depressa para nos livrarmos daquele olhar....
Arrumámos tudo e fomos para o parque,
De repente olhei para o sitio onde tínhamos estado sentadas e estava lá o homem...
O que ele queria era apenas a mesa, provavelmente crê que ela já lhe pertence... enfim coisas que acontecem...
Passado mais alguns momentos vejo mais quatro homens a jogar às cartas... entendi que aquelas mesas tem dono e só mesmo pela manhã é que estão vagas porque depois são ocupadas por muitos e muitos homens para jogarem às cartas ou seja é um casino a céu aberto!!
domingo, 17 de julho de 2016
Chapeuzinho Vermelho
Era uma vez uma menina que se chamava Chapeuzinho vermelho, brincava muito na floresta
um dia a mãmã disse para ela ir à casa da sua avozinha levar uns doces porque a avó estava doente.
A mãma disse que ela tivesse cuidado ao andar na floresta porque o lobo mau podia fazer- lhe mal, ela disse à mãe para não se preocupar porque ela tinha muitos amiguinhos na floresta e eles não deixavam o lobo mau fazer-lhe mal.
E lá foi para a floresta cantando
Quando chegou à floresta encontrou o lobo mau
Olá chapeuzinho vermelho
para onde vais?
Vou a casa da minha avó, levar uns docinhos, então o lobo mau esperto disse à chapeuzinho para ir por um caminho que ele conhecia e ela chegava num instante à casa da avozinha.
Na verdade o caminho indicado pelo lobo era o mais longo e assim ele iria por um caminho mais curto e chegava à casa da avó da chapeuzinho mais depressa do que ela.
A chapeuzinho quando chegou à casa da avó bateu à porta e a avó disse para ela entrar, ela estranhou a voz tão grossa da avó, e ela disse que se tinha constipado, mas não foi isso que aconteceu o lobo mau como chegou primeiro que a chapeuzinho comeu a avó e vestiu a roupa dela e meteu-se na cama.
Entretanto a chapeuzinho percebe que as orelhas da avó estavam muito grandes bem como a boca e o lobo mau responde que era para ouvir melhor e a boca era para lhe comer, a chapeuzinho fugiu imediatamente da casa da avó e entretanto apareceu um lenhador que deu um tiro no lobo e imediatamente abriu a barriga dele e tirou de lá a avó.
E assim a chapeuzinho aprendeu que devia ter seguido o conselho da mãe
sexta-feira, 25 de março de 2016
Dia do Pai
Pepa pig que vai passear com o papá, o Jorge e a mãma vão ao jardim e fazem um piquenique, onde há muitos bolos sobretudo de chocolate.
A Iris como é habitual passa connosco os fins de semana e hoje sábado dia do Pai está connosco, é tão bom estar com a minha princesa, ela dança, gosta de ouvir histórias da avó Olga, da avó Maria, os personagens são os tios, o pai a tia Susy, que diz ela, mora muito longe bem como o tio Serginho, tento reconstruir as histórias passadas com a minha mãe que era uma pessoa doce e meiga com todos e em especial com as crianças, não conheceu a avó Olga mas gosta dela é algo de bonito ver que apesar de não ter conhecido a mensagem que lhe passei foi boa!!
Como o dia foi dedicado à Peppa Pig quis tirar fotos aos bonequinhos que os tios lhe enviaram do Canadá
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Revendo Madrid
Arrancamos por volta das 04H30 da manhã de Lisboa paramos em vários locais para apanhar mais gente, aos poucos o grupo ficou maior e arrancamos em direção a Elvas, cidade com um património histórico enorme, foi uma visita breve dado que o destino era Madrid, já lá tinha estado e conhecia alguns lugares, tomamos um pequeno almoço muito bom numa das estações de serviço, por ali deambulamos um pouco e arrancamos com rumo a Mérida para uma pequena paragem, de seguida paramos em Madrid uma vez que tínhamos que almoçar e já estávamos um pouco atrasados, almoçamos no hotel de nome Allembrada, muito simpático, onde nos serviram uma excelente refeição.
Depois do almoço fomos até ao centro de Madrid, paramos nos locais emblemáticos como é habitual, foi um dia muito bem passado.
Passeando pelos locais mais emblemáticos de Madrid fomos parar à Plaza de Espanha, onde revi novamente o Palácio e tudo o que existe naquele espaço, seguidamente fomos até à Plaza de Touros andamos até à Estação de Atocha, passando por Cibeles e lembrei-me que do lado esquerdo de quem sobe esta avenida, existe o Museu do Jamon onde comi imensas sandes de presunto, eram uma delicia e bem baratas, fiquei surpreendida com o preço.
Chegamos ao hotel à hora do jantar e logo de seguida fomos dormir uma vez que estávamos cansados da viagem.
No dia seguinte após o almoço seguimos até Toledo uma das cidades históricas de Espanha, adorei, não conhecia e fiquei apaixonada pelo património histórico daquela cidade.